Congolês

 

                            

                       O negro que habita em mim

                   saúda o negro que habita em você* 


Sou de aparente pela branca 

De ascendência preta

De pardo e preta na família 

Tenho sangue vermelho 

Tão comum , de tantas letras 

Tenho tantas facetas,

Caretas

A minha mão não consegue 

Lavar a minha outra mão preta 

Onde está o meu congo, 

A minha dança, meu balanço ?

A minha fantasia tá rasgada 

Esganiçada no asfalto 

Ali na sarjeta!

Sou de aparente pele branca 

De ascendência preta…

Vai aí uma gorjeta?

Wagner Bomfim

02/02/2022


* extraído da palavra Namastê

Moise – Congolês refugiado morto no Rio de Janeiro 

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Unknown
4 anos atrás

A influência da escravidão em varias expressões da lingua portuguesa ainda é muito forte, mas nunca é tarde para eliminar o que há de errado e adotar verbetes não agressivos.

Marcia Silveira
4 anos atrás

Fabuloso. Realidade em poesia.

Unknown
4 anos atrás

Muito bom!Pertinente a toda nossa realidade.

Carolina Zweiter
4 anos atrás

Parabéns pelo olhar delicado, Doutor.
Esse assunto merece muito!!!!
👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

Claudia Ramos
4 anos atrás

Estamos passando por difíceis momentos no planeta onde a vida do seu próximo não importa! Só o poder monetário ! Que Deus e Orixá tenham misericórdia da Humananidade! Perfeito texto amigo!👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾
Ahhh…sou preta filha de pais pretos com muito orgulho!!

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Comentários

  1. Adyla Ramos em 6 x 1
5
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