O negro que habita em mim
saúda o negro que habita em você*
Sou de aparente pela branca
De ascendência preta
De pardo e preta na família
Tenho sangue vermelho
Tão comum , de tantas letras
Tenho tantas facetas,
Caretas
A minha mão não consegue
Lavar a minha outra mão preta
Onde está o meu congo,
A minha dança, meu balanço ?
A minha fantasia tá rasgada
Esganiçada no asfalto
Ali na sarjeta!
Sou de aparente pele branca
De ascendência preta…
Vai aí uma gorjeta?
Wagner Bomfim
02/02/2022
* extraído da palavra Namastê
Moise – Congolês refugiado morto no Rio de Janeiro

A influência da escravidão em varias expressões da lingua portuguesa ainda é muito forte, mas nunca é tarde para eliminar o que há de errado e adotar verbetes não agressivos.
Fabuloso. Realidade em poesia.
Muito bom!Pertinente a toda nossa realidade.
Parabéns pelo olhar delicado, Doutor.
Esse assunto merece muito!!!!
👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
Estamos passando por difíceis momentos no planeta onde a vida do seu próximo não importa! Só o poder monetário ! Que Deus e Orixá tenham misericórdia da Humananidade! Perfeito texto amigo!👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾
Ahhh…sou preta filha de pais pretos com muito orgulho!!