-O poeta responde a uma amiga sobre a vaidade.
Pecado Capital
“Oh senhor, Deus dos desgraçados”
Perdoai essa alma impura e triste
Tirai de mim tantos pecados
Sem apontar-me teu dedo em riste.
A vaidade em mim equidistante
Desdenho teu ser e teu feito
Criatura que sou dessemelhante
Criador ainda mais que perfeito.
Não quero brilhos, sequer porvir
Desnuda por fim essa minha alma
De insensata e amarga existência
Nada mais tenho, Senhor Deus, a te pedir
Senão trazer-me ao peito uma fina calma
E toda a paz a envolver-me a consciência.
Wagner Bomfim
29/01/2026
