O candidato e o Pré Crime.
Um clássico filme hollywoodiano de ficção trazia no roteiro um herói onde ele era acusado de um crime. A trama se desenvolvia abordando a criminalidade em um futuro não tão longíquo e de uma forma inusitada, posto que o sistema policial e judiciário intervinha antes mesmo que o crime acontecesse.
Pois bem; o candidato à Presidência da República, Augusto Cury, o milionário escritor de livros de auto ajuda( vade retro), ao ser sabatinado no jornal das oito da Vênus Platinada, foi beber na ficção a forma de encarar e acabar com o feminicídio alarmante no Brasil.
É interessante que o milionário candidato, que lucra com a ansiedade alheia promete solução fácil pra tudo, desta feita como um passe de mágica. Ele parece que só viu o triller do filme Minority Report, sentado numa poltrona classe A de um voo de elite e caiu de paraquedas no Projac com uma novidade.
Disse ele que iria criar um App disponível para as mulheres ameaçadas de violência, que, quando acionado, dispararia um aviso na delegacia mais próxima e esta enviaria imediatamente um drone policial para abortar o crime antes que o mesmo viesse a ocorrer.
Se no filme havia três videntes entorpecidos numa piscina de leite pasteurizado a apontar onde ocorreria um possível crime, o candidato Cury trocou os videntes por um programador júnior e uma câmera de segurança comprada numa feira de importados.
Um problema surge; se no filme o herói era acusado injustamente, no Brasil, com esse app, quem seria acusado? A mulher que apertou o botão errado ou o drone policial que invadiu a casa errada ou esse drone só invadirá os casebres das favelas?
Parece que a proposta estapafúrdia é esconder a cultura machista e patriarcal vigentes além da ineficiência do Estado no combate à violência, ofertando uma proposta inviável, cara e sem considerar que estaríamos adentrando num distópico Estado Totalitário.
E se a internet “ der pau” e ficar ali no “aguardando”, o companheiro violento ficará com o braço estendido, congelado ? A bala disparada ficará suspensa no ar? O feijão de Madalena não queimará no fundo da panela ?
Nesse ínterim será que a delegacia mais próxima tem um drone por município? E quando esse drone não puder sair por falta de combustível/bateria? E se ele estiver em manutenção ou largado numa oficina de desmanche qualquer ? E se a mulher estiver no banheiro, que é onde muitas agressões começam, e o sinal do wi-fi não chegar? São muitas interrogações, enquanto a violência contra a mulher campeia país afora.
Imagine que o drone chega, a janela está fechada, o possível agressor está aos berros porque seu time perdeu. E se o crime ainda não ocorreu, com base em que o drone policial invade o casebre ? Vão prender o homem por pensar? A mulher viverá eternamente na ante sala da violência ?
E se o App falhar de quem será a culpa? Da atualização da versão que Madalena não baixou ou é do algoritmo que ele criou?
Esse candidato Cury, diferente do Tom Cruise, transformou o pensamento em infração sem a ajuda dos videntes de Hollywood.
“Me deixe, viu?”
Tem cada candidato que é uma piada pronta!
Wagner Bomfim
31/08/2026.
Oh Deus: o curandeiro e o drone!
🤣🤣🤣🤣🤣🤣
Mas se trata de um drone com IA, super moderno .
Vai além da nossa capacidade de raciocínio
😂😂😂😂😂😂
Rauzito tava certo! Pare o mundo que eu quero descer!
Será que a IA escreve os livros dele!?🤣
Como tem fórmulas prontas, é possível 😂😂😂
E a entrevista ao candidato “escrivinhador”, nomeada de sabatina, pelo menos teve alguma utilidade: sabe aqueles dois “livros” “curystas”, um deles presente de uma paciente e o outro sabe lá como foi parar na biblioteca e que nunca foram lidos? Foram para o lixo e ganhei dois espaços nas estantes!
Sempre te vê reservas a esse tipo de “ literatura” mas, depois dessa ficarei distante dessa estante das livrarias 🤣🤣🤣🤣