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Literatura G1 29 de julho de 2026

'Homem-Aranha: Um novo dia' reaproxima herói das raízes nos quadrinhos, diz Tom Holland

'Homem-Aranha: Um novo dia' reaproxima herói das raízes nos quadrinhos, diz Tom Holland

'Homem-Aranha: Um novo dia' traz versão mais raiz do herói, diz Tom Holland Solitário. Meio tristonho, mas ainda engraçadinho. Mais consciente das responsabilidades que seus poderes trazem. O herói que protagoniza "Homem

'Homem-Aranha: Um novo dia' traz versão mais raiz do herói, diz Tom Holland Solitário. Meio tristonho, mas ainda engraçadinho. Mais consciente das responsabilidades que seus poderes trazem. O herói que protagoniza "Homem-Aranha: Um novo dia", novo filme do personagem da Marvel, é uma versão um pouco mais próxima dos quadrinhos do que na trilogia anterior. A quarta adaptação do cabeça de teia para os cinemas realizada pela própria Marvel – em parceria com a Sony – estreia nesta quarta-feira (29) no Brasil. g1 já viu: 'Homem-Aranha: Um novo dia' abre caminho para versão do herói mais madura e fiel às HQs De volta ao papel que o tornou um astro conhecido ao redor do mundo, o britânico Tom Holland reconhece a conexão da adaptação com o material original. "Há elementos desse filme que prestam homenagem àqueles quadrinhos do começo. Ele faz o próprio uniforme, está completamente isolado e sozinho, sofre sem conexão humana e não sabe bem qual o seu lugar nesse universo de super-heróis", diz o ator de 30 anos, em entrevista ao g1. "De algumas formas, sim, estamos voltando às raízes." Tom Holland em cena de 'Homem-Aranha: Um novo dia' Divulgação 'O maior presente' A solidão é reflexo, é claro, do que aconteceu ao final de "Homem-Aranha: Sem volta para casa". No filme anterior, o herói precisou apelar para um encantamento que fez com que todo o planeta esquecesse da existência de Peter Parker – o que inclui seu melhor amigo (Jacob Batalon) e o amor de sua vida (Zendaya). No roteiro escrito por Chris McKenna e Erik Sommers, dupla responsável pela trilogia anterior, o protagonista se entrega de corpo e alma à proteção de Nova York. A fossa é interrompida por uma ameaça misteriosa, que tem o poder de controlar basicamente qualquer pessoa, e por transformações estranhas em seu corpo e em seus poderes. "O maior presente que Jon Watts poderia ter deixado para nós é o final do último filme", afirma o diretor Destin Daniel Cretton. Íntimo da Marvel após "Shang-Chi e a lenda dos dez anéis" (2021) e a série "Magnum", o americano de 47 anos assumiu o comando de "Um novo dia" no lugar de Watts, responsável por todos os filmes do herói na Marvel até aqui. "Só no momento em que vi Tom em uma cena com o Jacob e a Zendaya que eu percebi o tanto de energia que existe abaixo da superfície entre esses três personagens que amamos tanto. Por causa do sacrifício que Peter fez, o momento em que ele está na cena com essas pessoas que ele ama tanto." Zendaya e Tom Holland em cena de 'Homem-Aranha: Um novo dia' Divulgação 'Homem-Aranha de verdade' A aproximação com os quadrinhos representa também uma nova fase para o herói nos cinemas. Desde a introdução do personagem ao Universo Cinematográfico da Marvel em "Capitão América: Guerra Civil" (2016), o jovem "aprendiz" ficou sob a asa de algum veterano. Agora, além de precisar se virar sozinho, ainda assume as vezes do mascarado experiente, exemplo para uma possível nova geração. Holland, que já falou um dia que estaria fazendo algo errado se ainda estivesse no papel aos 30 anos, claramente olha para o futuro de collant vermelho e azul após "Um novo dia". Mas defende algumas das mudanças apresentadas na trilogia. "Eu acho que, sabe, quando estávamos criando nosso Homem-Aranha original para trazê-lo ao Universo Marvel, tínhamos coisas que definitivamente eram diferentes daqueles quadrinhos originais", fala o britânico. "Mas eu sempre diria, sabe, que há muito do Homem-Aranha de verdade espalhado por todos esses três primeiros filmes." Tom Holland em cena de 'Homem-Aranha: Um novo dia' Divulgação Crises infinitas Não deixa de ser coincidência que o filme tenha esse subtítulo. Ele é baseado em um arco do fim dos anos 2000 nas HQs com o mesmo nome que também representou uma nova fase para o herói. Com direito a time de roteiristas e publicações três vezes ao mês, algo extremamente raro para a mídia, o "Um novo dia original" foi lançado logo após o infame "Um dia a mais", quando o casamento de longa data de Peter com Mary Jane foi apagado pelo diabólico Mefisto. Dá para ver a relação com o momento atual no cinema, né. Um sucesso comercial gigantesco, o arco foi responsável por rejuvenescer o personagem e, para alguns, salvar a Marvel, que passava por apuros financeiros na época – ao mesmo tempo em que o MCU era criado, com "Homem de Ferro" (2008), e pouco tempo antes da compra pela Disney. Com resultados questionáveis nas bilheterias nos últimos três filmes, com um mínimo de US$ 382 milhões para "Thunderbolts*" (2025) e um ápice de US$ 521 milhões para "Quarteto Fantástico: Primeiros passos", é inegável que o estúdio enfrenta sua primeira grande crise. Será que "Um novo dia" pode repetir a história? Com previsões de cerca de US$ 200 milhões em bilheterias nos Estados Unidos em seu fim de semana de estreia, há quem diga que sim. Tom Holland em cena de 'Homem-Aranha: Um novo dia' Divulgação

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