Conta – gotas
I
O lançamento do projeto de lei enviado pelo Governo Federal ao Senado Federal criando o Ministério da Segurança Pública já desencadeou nos jornalistas da Vênus platinada um acesso de coceira geral.
Se antes criticavam o governo pontuando que faltava inteligência aos órgãos de segurança, notadamente federais, desta feita a integração de todas as polícias sob comando da União é tida pelos experts em segurança pública da Rede Globo como medida meramente eleitoreira.
O projeto idealizado desde 2023 pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, enfrenta, além da resistência de governos ligados à extrema direita (Sul, Sudeste e Centro-Oeste), a oposição da Faria Lima e seus porta-vozes.
Choveu críticas no Globo News sobre o aporte de recursos do orçamento público na ordem de 11 bilhões de reais, para tão irrelevante medida (segundo os experts da Globo), bastaria o governo encher as ruas de… policiais.
Só faltou dizer que, além de armas, esses policiais deveriam também portar um crachá de excludente de licitude.
Acredite se quiser!
II
A democracia burguesa, em grande pompa, ensaia mais uma ópera bufa, nomeando desta feita dois ministros umbilicalmente subservientes aos partidos políticos de direita para dirigir o TSE nos próximos dois anos.
Ao longo dos anos presenciamos esse ato dessa ópera, sem que tenha havido por parte desse tribunal eleitoral e do Congresso Nacional qualquer medida efetiva de tornar as eleições uma escolha democrática. Não houve e nem sequer sinaliza por exemplo uma regulamentação de todas as mídias, para coibir as ações das big techs e sua lucratividade com as fake news. Desta forma poderemos ver o povo ser enganado mais uma vez. Sob a força da grana, acabarão elegendo políticos interessados apenas em defender os interesses das elites.
Já dizia Fidel Castro: “Em um país capitalista, ganha as eleições quem tem dinheiro”.
III
Na posse dos ministros Nunes Marques e André Mendonça para conduzir o TSE nos próximos dois anos, a saudação do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ao ex-advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, recebeu aplausos por longos minutos. Na plateia, via-se o desconforto do pequeno presidente do Senado Federal, David Alcolumbre, que há uma semana perdeu a oportunidade de apaziguar ânimos estremecidos com o STF nomeando-o ministro da alta corte do país. Grande perda jurídica.
Dizem nos corredores da Casa que tal birra de nada adiantará, pois as investigações e denúncias do Caso Banco Master do Daniel Vorcaro, depois dos crimes financeiros, mesadas a políticos, contratos nebulosos com a mulher de Cezar, vão se abater sobre muita gente importante.
Por outro lado, há sussurros de que um acordo entre STF e Congresso sobre a Lei da Dosimetria esteja em discussão. A lei promulgada por Alcolumbre, que livra a cara de marginais golpistas e assassinos de outro quilate seria a moeda de troca pelos escândalos do Banco Master e que resvalam no STF.
Entre Gritos e Sussuros ( ver Ingmar Bergmam) , só o povo geme. Não de prazer, mas de raiva das tramas dessa burguesia.
Vou colocar umas gotinhas de colírio, pois não estou vendo nada!
Wagner Bomfim
12/05/2026

Maravilha, curto e cirúrgico!