Roteiro
Ato I
Até que saia a próxima pesquisa encomendada pelo Deus Mercado — aquele que habita os céus da Avenida Faria Lima, em São Paulo — veremos a candidatura de Flávio Kopenhagem BRB Rachadinha, em verdade um bastardo eleitoral do sistema financeiro, desidratar – a Vorcaro, ops, digo, a olhos vistos.
O jornal Valor Econômico, panfleto dos rentistas do orçamento público, desdobra-se ao longo de suas páginas para desancar as medidas do governo federal em ano eleitoral. Enquanto o desemprego formal — aquele com mais de dois anos de desalento — apresentou redução de 22% quando comparado ao mesmo período de 2025, os vampiros do orçamento criticam as medidas de redução do endividamento, de subsídio dos combustíveis e de renovação da frota para aquecer a economia.
Para os ventríloquos do sistema financeiro, medidas dessa natureza só manterão a taxa Selic em níveis estratosféricos. Eles já contam como quase certo um quarto governo Lula e sinalizam o apocalipse econômico.
— Me engana que eu gosto!
Ato II
Li o roteiro do filme Dark Horse, com produção de Daniel Vorcaro e Flávio BRB, e creio serem necessárias medidas de prevenção à sanidade mental da população brasileira. Esse suposto culto ao personalismo apenas tenta disfarçar os reais interesses financeiros e políticos dos envolvidos nessa trama.
Daqui a pouco, porta-vozes da extrema direita; como Nicolas Chupetinha e Sóstenes Pitecantropo, dirão que o anúncio prematuro da película foi uma censura prévia à arte, algo pior do que os absurdos cometidos contra a cultura nos tempos da ditadura militar.
O Valor Econômico, porta-voz dos rentistas, nada disse sobre o custo estratosférico do filme nem sobre seu impacto na combalida cultura nacional.
Zema Stúpidos está revoltado por não ter recebido o roteiro de tão oneroso filme. Quer “cavalgar” eleitoralmente no cavalo preto a qualquer custo.
Ato III
O mesmo jornal Valor Econômico, em uma de suas matérias versa sobre a mineração no atual contexto de exploração de terras raras no Brasil. Em meio ao texto sobre as novas achegas da mineração, cita: “não se pode renunciar a uma cultura de proteção da vida, do meio ambiente, dos colaboradores e das comunidades”.
Pois bem: a soberba , pecado capital consolidado pelo cristianismo através de Tomás de Aquino, parece incorporada ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, dado seu total silêncio diante das reclamações de ambientalistas da região da Chapada Diamantina.
Esta semana, um casal teve sua propriedade invadida e queimada, além de sofrer ameaças de morte por milicianos supostamente vinculados a mineradoras que começam a destruir um dos mais complexos biomas do país. O Prefeito da cidade tentou abafar o caso referindo não ter ocorrido nenhum tiroteio.
O trabalho desenvolvido há mais de duas décadas transformando boa parte da região como APA- área de preservação ambiental – está sendo velozmente dizimado pelos interesses em terras raras, ativo que sustenta as ações das Bolsas de Valores em nível internacional.
O governador, que se autointitula descendente de indígena, até poderia desconhecer o primeiro dos pecados, isso soaria natural. Mas omitir-se diante dessa violência contra o povo originário e seu território vai além de qualquer preceito bíblico.
Cruz credo!
Wagner Bomfim
16 de maio de 2026

Esta semana foram muitas emoções .
Não sei qual priorizar .
Parece filme de terror !
🥰🫣
Parabéns pela brilhante análise, Wagner Bomfim. Como um bom anatomista, dissecou os principais fatos políticos de nossa semana, dando nome aos bois. Excelente!!!