6 x 1
— Primeiro tempo: o placar do absurdo
Essa não é uma crônica sobre futebol — pelo menos não apenas sobre ele. Não vou lembrar o 7 a 1 de 2014 em pleno Mineirão. Mas, nem bem a Copa do Mundo começou, o Brasil já amarga um resultado adverso fora das quatro linhas.
1º gol: Patronato 1 x 0 Brasil
Enquanto a bola ainda não rolou, a extrema direita entra em campo com uma jogada diversionista: enviou à Câmara um projeto de lei que acaba com a escala 6×1. Só que a nova regra, pasmem, só passará a vigorar em 2038. Ou seja, gol contra. O trabalhador comemora? Não. O cronômetro já está contra ele.
2º gol: Ambev 2 x 0 Brasil
E Carlo Ancelotti, que de bobo não tem nada, escala um jogador que tem mais lesões que anos de vida — cirurgias até no dedo mínimo do pé esquerdo. Nada disso tem relação com a esquerda política. O “Carlão” (apelido dos patrocinadores) convocou o atacante do Santos, aquele que mais parece balão de São João: sobe, balança, cai. “Cai, cai, balão…”
Se a seleção chegar ao hexa, o jogador sobe a rampa do Planalto como herói nacional. Se fracassar, ouve-se: “ele não estava em suas melhores condições físicas”. O placar já mostra: enquanto uns lucram, outros caem.
3º gol: Vorcaro & Cia 3 x 0 Brasil
Agora, um lance que a grande mídia — a velha PIG (Partido da Imprensa Golpista) — insiste em não mostrar: o FGC, Fundo Garantidor de Crédito dos correntistas. Duzentos e cinquenta mil reais desviados por Daniel Vorcaro e sua quadrilha no caso do Banco Master. Seguir a trilha do dinheiro? Fica no sigilo do Ministério Público, refém do corporativismo e da manutenção da estrutura burguesa — vide sistema financeiro. Preferem o que boia na superfície: as mentirinhas da família Bolsonaro, que tramam novo golpe contra a democracia.
Primeiro tempo encerrado.
Vorcaro & Cia 3 x 0 Brasil
P.S. Ah! Como é emocionante esse jogo…
Wagner Bomfim
18 de maio de 2026
